Atividades vão até o dia 25 com exposições, oficinas, palestras e a entrega do 1º Prêmio Santo André de Inovação aos trabalhos acadêmicos e empresariais que se destacaram.
Santo André, 20 de outubro de 2015 – A Prefeitura de Santo André, por meio das secretarias de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia e de Educação deram início, ontem, dia 19, à 2ª Semana Municipal de Ciência e Tecnologia e Inovação. A solenidade de abertura foi no Teatro Municipal e acontece simultaneamente à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação de 19 a 25 de outubro, em todo o território nacional.
A vice prefeita de Santo André e Secretária de Desenvolvimento Econômico, Oswana Famelli, disse na abertura dos trabalho que as atividades da Semana Municipal vêm promover a mobilização da comunidade em torno das questões da ciência e da tecnologia. “Essa é a segunda edição e traz como novidade o intercâmbio científico entre escolas, universidades e empresas, inclusive com a instituição do prêmio de inovação àqueles que se destacaram na gestão de pessoas, produtos e processos”, disse.
Já a Secretária Adjunta da Educação Ana Lúcia Sanches, que representou o Secretário Gilmar Silvério, “as atividades da semana insere-se na busca pela educação integral, na qualidade ampla do ensino e, efetivamente, a ciência como princípio do trabalho educativo”, disse.
A agenda completa de atividades (oficinas, encontros, palestras e exposições) pode ser acessada no site da Prefeitura ().
Duas atividades que merecem destaque dentro da programação serão realizadas nesta quarta-feira, dia 21, na Sabina Escola Parque do Conhecimento. Das 14h às 18h ocorrerá o “Encontro de Inovação: da Academia às Empresas”, que reunirá universidades e centros de ensino da cidade numa exposição de seus projetos. Serão dez grupos de alunos dessas instituições e 15 empresas indicadas pelas universidades e pelo Sebrae. Outra exposição que acontece ao mesmo tempo na Sabina é a dos alunos da Creche Municipal Máximo Mansur que irão apresentar ao público, uma seleção do trabalho fotográfico que realizaram durante o ano letivo. Detalhe, os expositores têm entre 3 e 4 anos de idade.
Para fechar as atividades na Sabina, acontece no mesmo dia 21, a partir das 19 horas, a entrega do 1º Prêmio Santo André de Inovação – premiação concedida pela Prefeitura aos projetos apresentados e que se destacaram pela inovação. “Com esse prêmio, vamos criar uma possibilidade real para que um projeto de pesquisa transforme-se numa empresa formal, podendo, inclusive, se inscrever e participar da nossa incubadora tecnológica”, disse a vice prefeita e secretária de Desenvolvimento Econômico, Oswana Famelli.
Qual o sentido da ciência?
A solenidade de abertura da 2º Semana Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação contou com a palestra do Professor de Filosofia José Sergio de Carvalho, livre docente da USP (Universidade de São Paulo), que discorreu sobre o sentido de se ensinar “ciência” na Escola. Para o filósofo, a pergunta que devemos fazer, não é pra quê serve a ciência, mas “qual o sentido” da ciência na Escola. José Sérgio afirmou que a ciência ajuda para a produção de tecnologia, mas, sobretudo, é uma ferramenta para emancipar o sujeito e dotá-lo de capacidade para analisar a sua existência. “Não importa se o indivíduo não se tornar cientista no futuro, o que importa é ele ter condições de pensar cientificamente, analisar a si próprio e o mundo”, disse. O professor falou ainda que as inovações tecnológicas são ferramentas fundamentais para o aprendizado, mas não ensinam o aluno a fazer boas perguntas. Não o ensinam a pensar”. Em relação à escola, o professor provocou a plateia, constituída majoritariamente por professores, “o mundo é estranho à criança e a escola deveria transformá-lo em algo familiar, mas, sem retirar-lhe a capacidade de questioná-lo”, finalizou.
Para a diretora do Departamento de Ensino Fundamental e Educação Infantil, da Secretaria de Educação, Maria Helena Marin, “Pensar na ciência nos remete a refletir sobre a própria escola e como aprofundar nas investigações científicas sem que sejamos engolidos pelo cotidiano”, comentou.


