Encontro promoveu debates e buscou propostas para a ampliação do alcance da população à comida adequada e de qualidade
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Santo André, 9 de junho de 2015 - A expressão “comida de verdade” pode soar estranha para quem não parou para pensar sobre o que come no dia a dia, mas a busca por alternativas para que uma alimentação adequada, de qualidade, produzida de forma justa e sustentável chegue a um número cada vez maior de mesas na cidade, foi um dos eixos da I Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional que aconteceu nesta terça-feira (9), no Teatro Municipal de Santo André.
Realizada pelo Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (COMSEA), em parceria com a Secretaria de Inclusão e Assistência Social, o evento que teve como tema “Comida de Verdade, no Campo e na Cidade: por direitos e soberania alimentar” reuniu representantes de entidades sociais e religiosas, instituições parceiras e de diversas Secretarias Municipais, em debates que indicaram propostas de políticas públicas para melhorar a qualidade da alimentação para o município, o estado e a nação. As propostas levantadas serão discutidas nas demais Conferências: regional, estadual e nacional.
“O Brasil hoje saiu do mapa da fome no mundo, segundo estudo feito pela FAO ( Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), o que é ótimo para nós, mas temos que avançar ainda mais. Temos que avançar na qualidade do alimento na mesa e no acesso a ele por toda população. Temos que ter cuidado com o que oferecemos para os nossos filhos, para as nossas crianças”, destacou a secretária de Inclusão e Assistência Social, Fátima Grana, que lembrou a recente aprovação da lei que retira dos rótulos dos produtos o aviso de que é feito com ingredientes transgênicos.
Santo André já realiza há muitos anos ações de segurança alimentar para a população, como o Banco Municipal de Alimentos, que beneficiou mais de 40 mil pessoas em situação de vulnerabilidade em 2014, e a utilização de alimentos orgânicos na merenda escolar, além da própria feira orgânica e o mercado do produtor rural das feiras livres espalhadas pela cidade. “Além disso, diversas Secretarias realizam projetos com foco em saúde e na qualidade de vida, como o projeto Caminhando para a Saúde. Para que a abrangência do trabalho de enfrentamento à insegurança alimentar seja ampliado, é fundamental a integração entre várias Secretarias e o trabalho em conjunto”, frisou Fátima Grana.
De acordo com o presidente do COMSEA, José Lourenço Pechtoll, a Conferência teve como base três eixos principais: uma análise dos avanços e dos obstáculos para a comida de verdade, a discussão de estratégias para a definição de políticas públicas de Segurança Alimentar no Município e, por fim, a discussão da adesão, participação social e intersetorialidade na construção do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN ) ao qual o Município pretende aderir.
“Hoje, o fato de realizarmos uma Conferência para tratar do tema da Segurança Alimentar é um avanço importantíssimo, pois possibilita que avaliemos as nossas práticas nestes últimos 20 anos, além de apontarmos para o futuro. Aquilo que for concluído na Conferência já tem o compromisso de nosso governo, com o objetivo de melhorar, avançar e integrar mais, principalmente com a participação de outras Secretarias”, anunciou o prefeito Carlos Grana.
Sobre a Secretaria de Inclusão e Assistência Social
Responsável por enfrentar as desigualdades sociais da população em situação de vulnerabilidade e/ou risco pessoal e social por meio da política de assistência social e da integração de outras políticas públicas, de forma matricial e transversal, com controle social.
Compete ainda a secretaria desenvolver parcerias com os conselhos municipais e ONGs (Organizações Não Governamentais) permitindo o desenvolvimento de programas de proteção básica às famílias, transferência de renda, atenção à mulher, a pessoa idosa e a pessoa com deficiência. Entre os serviços de referência oferecidos pelo município estão os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), Centro de Referência da Pessoa com Deficiência, Centro de Referência da Pessoa Idosa, Centro de Atenção a População em situação de Rua - Casa Amarela.
A respeito de Santo André
A Vila de Santo André da Borda do Campo foi fundada em 8 de abril de 1553 e extinta em 1560. A localidade passou a ser parte do município de São Paulo e apenas em 1889 é que a região passou a ter um município com nome de São Bernardo. Este abrigava todo o ABC, e com a transferência de sede em 1939 passou a ser denominado Santo André. Este nome permaneceu, e após diversas emancipações de distritos, em 1953, o município de Santo André passou a ter a área atual de 174,38 km².
Localiza-se no ABC paulista (Região Metropolitana de São Paulo), distante 18 km da Capital. A cidade é estratégica para o setor logístico, pois está inserida no principal polo econômico brasileiro, próxima a algumas das principais rodovias estaduais e federais, as quais dão acesso ao Porto de Santos e aos aeroportos de Cumbica e de Congonhas.
Conforme último Censo, divulgado em 2010, com estimativa para 2014, Santo André possui 707.613 habitantes. No ano de 2012, o PIB (Produto Interno Bruto) foi de R$ 18,085 bilhões, sendo o 32º maior do País e o 12º maior entre as cidades do Estado de São Paulo. O orçamento previsto para 2015 é de R$ 3,178 bilhões.
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Paola Zanei – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.


