Santo André, 16 de março de 2026 – O volume de chuvas registrado em Santo André entre 1º e 13 de março já ultrapassou a média histórica prevista para todo o mês. Dados dos pluviômetros do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) apontam que a média aritmética acumulada chegou a 154,7 milímetros, superando a normal climatológica de 137,24 milímetros para o período.
O cenário acende um alerta para a gestão de riscos e desastres do município. Com o alto volume de precipitações concentrado em poucos dias, o solo passa a operar em regime de saturação precoce, condição que aumenta a possibilidade de ocorrências de eventos geológicos, como erosão e deslizamento de terra.
De acordo com o Departamento de Proteção e Defesa Civil de Santo André, se o ritmo de precipitações persistir, o cenário para a segunda quinzena de março é de atenção máxima para a incidência desses riscos.
“Com essas ‘águas de março’, o município reforça o monitoramento permanente das condições meteorológicas e climáticas, acompanhando os índices pluviométricos em tempo real para orientar a tomada de ações preventivas e democratizar o acesso da população a essas informações, o que é muito importante para reduzir riscos e preservar vidas”, explica o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira dos Santos.
A diretora de Defesa Civil do município, Priscila de Oliveira, orienta os moradores a ficarem atentos aos sinais de erosão e deslizamento de terra. “Trincas e rachaduras em paredes e no solo, inclinação de muros, postes e árvores, além de água barrenta escorrendo em encostas são alguns desses sinais que exigem atenção e cuidado”, indica.
Além de dados do Cemaden, a Prefeitura de Santo André conta com uma rede de estações meteorológicas próprias distribuídas por toda a cidade, que monitoram em tempo real quatro parâmetros fundamentais: precipitação (índices pluviométricos), temperatura, umidade relativa do ar e velocidade do vento. Atualmente, há 26 equipamentos do tipo.
Outra ferramenta importante utilizada refere-se a um sistema de inteligência artificial para predição de alagamentos. Ou seja, ele utiliza dados coletados por estações meteorológicas, dentre outros, para trabalhar na identificação de riscos hidrológicos (causados por chuvas intensas), como inundações, pontos de alagamento e saturação do solo.
Um dos exemplos mais expressivos do resultado da IA ocorreu em 16 de janeiro deste ano, quando o modelo emitiu alertas de probabilidade de chuva intensa, tendo assertividade de 95% de risco na bacia do Córrego dos Meninos e 89% na bacia do Guarará.
Em caso de emergência, a Defesa Civil andreense segue disponível, 24 horas por dia, pelo número 199. Além disso, o órgão municipal possui um canal exclusivo no WhatsApp (
https://whatsapp.com/channel/0029VamnCBxFHWptAQVZWi0Q) para manter a população bem informada sobre alertas, informações de segurança e dicas para agir em situações críticas.