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Notícias
OUT
15
15 OUT 2026
ASSISTÊNCIA SOCIAL
Santo André inaugura primeira Casa Terapêutica do ABC para acolhimento de dependentes químicos
Foto Noticia Principal Grande
Alex Cavanha/PSA
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Equipamento no Jardim Bela Vista conta com equipes interdisciplinares que consideram as necessidades de cada pessoa

Santo André, 15 de outubro de 2026 - A Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Assistência Social, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, inaugurou nesta quinta-feira (15) a primeira Casa Terapêutica do ABC, espaço que oferece acolhimento residencial gratuito a pessoas com 18 anos ou mais em situação de rua e com transtornos relacionados ao uso de substâncias psicoativas. O acesso ao serviço ocorre por meio de encaminhamento da rede pública de saúde.
 
“A primeira Casa Terapêutica do ABC, em Santo André, representa um avanço no acolhimento às pessoas em situação de rua. Nosso objetivo é oferecer cuidado, dignidade e oportunidades para que essas pessoas possam superar desafios, recuperar sua autonomia e reconstruir suas vidas”, afirma o prefeito Gilvan Ferreira.
 
A Casa Terapêutica fica no Jardim Bela Vista, com amplo espaço que inclui quartos, suítes, salas, cozinha e área de lazer. Os complexos contam com equipes interdisciplinares formadas por profissionais como psicólogos, assistentes sociais, pedagogos, nutricionistas, arteterapeutas e mentores financeiros. O atendimento considera as necessidades de cada pessoa acolhida e inclui atividades relacionadas ao autocuidado, convivência, educação, trabalho, renda e moradia. O período de acolhimento pode chegar a dois anos, conforme avaliação da equipe técnica.
 
“Estamos muito felizes pela escolha da cidade de Santo André para receber esta nova Casa Terapêutica, a primeira do ABC. É ótimo vermos todas as entidades presentes, parceiros e parceiras que trabalham diariamente nas políticas públicas que buscam acolher pessoas em situação de rua e vulnerabilidade social. Temos que entender a realidade de cada um, os motivos para a pessoa estar naquela situação. Venho aqui com o sentimento de muita alegria de poder fazer parte desse espaço de tratamento com dignidade, carinho e a oportunidade de recomeçar, todos temos direito”, comenta o secretário de Assistência Social, Eduardo Leite. 
 
Como funciona - O percurso nas Casas Terapêuticas é dividido em quatro fases: acolher, despertar, transformar e caminhar. As etapas acompanham a evolução de cada pessoa e podem se estender por até dois anos, conforme a avaliação da equipe técnica. 
 
Na primeira fase, o foco está na construção de uma rotina e no fortalecimento do autocuidado, com a realização de um estudo de caso individualizado. É o momento em que os acolhidos retomam hábitos cotidianos como cuidados com higiene, roupas e organização do ambiente – e começam a desenvolver habilidades de convivência e comunicação.
 
Na segunda etapa, ampliam-se as oportunidades de participação em atividades individuais e coletivas como terapias, ações socioeducativas, culturais e de lazer, além de iniciativas voltadas ao fortalecimento de habilidades sociais. É também nessa etapa que começa a construção dos projetos de vida individualizados.
 
A terceira fase se concentra no acompanhamento e na revisão desses projetos. Neste momento, a pessoa é incentivada a retomar os estudos, desenvolver novas competências e buscar oportunidades de inserção ou reinserção no mercado de trabalho, sempre respeitando suas particularidades e potencializando sua autonomia e reintegração social. Por fim, o último período traz o foco na manutenção das conquistas alcançadas ao longo do processo. Nessa fase, a pessoa já vive em nova moradia e busca autonomia de renda, mantendo o acompanhamento interdisciplinar necessário para a continuidade do cuidado.
 
Após concluir as quatro etapas, o acolhido segue sendo acompanhado pela equipe técnica por, no mínimo, seis meses, com foco na prevenção de recaídas e no fortalecimento da autonomia conquistada.

-| Texto: Guilherme Menezes
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